Rev. Ciênc. Méd. Biol. (Impr.); 20 (2), 2021
Publication year: 2021
Introduction:
Ovotesticular disorder of sex development is a rare condition characterized by the concomitant presence of testicular and ovarian tissue, and usually presents genital ambiguity. They are chromosomally heterogeneous, and cytogenetic analyses is
relevant. Objective:
to report a patient from Manaus, Amazonas state, Brazil, with ovotesticular disorder of sex differentiation 46,XX and SRY-negative. Case report:
patient aged 19 years, first child of non-consanguineous parents, diagnosed at birth with
genital ambiguity and, without correct diagnosis, was registered a male sex. The patient underwent surgery to correct bilateral cryptorchidism, orchiopexy and colpectomy. During puberty, he developed female and male sexual characteristics. Investigation at
this time revealed:
laboratory (normal total testosterone and estradiol as high follicle-stimulating hormone and luteinizing hormone, histopathological (right gonad, ovarian follicles and left gonad, atrophic testicles), karyotype (46, XX) and molecular (SRY-negative).
Diagnosis of ovotesticular disorder of sex development was established. The patient chose to remain male and underwent bilateral mastectomy, vaginal colpectomy and bilateral gonadectomy. Currently, the patient receives hormonal replacement therapy, followup
with a multi-professional approach and awaits masculinizing genitoplasty. Discussion:
For OT-DSD individuals with 46, XX, the female sex is suggested as the best sex of rearing option. Unlike the reported cases, the patient chose the male sex, since the sex
at registration of birth was important in his choice. Conclusion:
Cytogenetic and molecular analyses allowed us to assist in the etiological diagnosis of the patient with OT-DSD. However, molecular analyses are necessary to elucidate the genes involved in
the sexual determination of this patient.
Introdução:
distúrbio da diferenciação do sexo ovotesticular é uma condição rara com presença concomitante de tecido testicular e ovariano, geralmente com ambiguidade genital. Os pacientes são cromossomicamente heterogêneos e a análise citogenética é
fundamental. Objetivo:
relatar o caso de um paciente do município de Manaus, Amazonas, portador de distúrbio da diferenciação do sexo ovotesticular 46, XX e SRY-negativo. Caso clínico:
paciente de 19 anos, primeiro filho de pais não consanguíneos, que ao
nascimento foi diagnosticado com ambiguidade genital, contudo, sem diagnóstico correto, foi registrado como sendo do sexo masculino. Foi submetido a cirurgias para correção da criptoquirdia bilateral, orquidopexia e colpectomia vaginal. Na puberdade,
desenvolveu características sexuais feminina e masculina. Investigação diagnóstica mostrou:
exames hormonais (testosterona total e estradiol normais enquanto hormônio folículo-estimulante e hormônio luteinizante elevados), histopatológicos (gônada
direita, folículos ovarianos e gônadas esquerda, testículos atróficos), cariótipo (46, XX) e molecular (SRY-negativo). O diagnóstico de distúrbio da diferenciação do sexo ovotesticular foi estabelecido. O paciente optou por permanecer no sexo masculino e submeteuse
à mastectomia bilateral, colpectomia vaginal e gonadectomia bilateral. Atualmente faz reposição hormonal, acompanhamento com abordagem multiprofissional e aguarda pela genitoplastia masculinizante. Discussão:
aos indivíduos DDS-OT com 46, XX é
sugerido como a melhor opção de sexo, o feminino. Diferentemente dos casos relatados, o paciente optou por permanecer no sexo masculino, visto que o registro de nascimento foi importante para a sua escolha. Conclusão:
análises citogenéticas e moleculares
permitiu auxiliar no diagnóstico etiológico do paciente com DDS-OT, contudo, análises moleculares são necessárias para elucidação de genes envolvidos na determinação sexual desse paciente.