DST j. bras. doenças sex. transm; 34 (), 2022
Publication year: 2022
Introduction:
Cervical cancer is the third most common malignant tumor in the female population and the fourth cause of death from cancer in women in
Brazil. The squamocolumnar junction and the transformation zone concentrate 90% of pre-invasive and invasive cervical lesions. Objective:
To evaluate
the prevalence of cytology without cells of the squamocolumnar junction and feasibility of active search. Methods:
Cross-sectional study at a university
hospital between 2017 and 2018. The prevalence of cytology without squamocolumnar junction cells was calculated. A convenience sample was obtained
and mean age and relationship with presence of transformation zone cells were calculated. An active search was performed and cytology collected, with
estrogen preparation if indicated. Medical records of the other women were analyzed. Results:
Squamocolumnar junction cells were not found in 28.84%
of samples. Mean age was 53 years, without association with presence of squamocolumnar junction cells (p=0.409). Seventy-six women returned, 36 of
which (47.37%) used estrogen. Level 2 or 3 cervical intraepithelial neoplasia, microinvasive carcinoma or cancer was not identified. A total of 134 medical
records were analyzed; only 36 women (26.87%) completed screening. Conclusions:
The presence of squamocolumnar junction cells indicates quality of
cytology; the use of estrogen in postmenopausal women favors its collection. There were difficulties in active search. An immediate repetition of cytology
should be considered.
Introdução:
O câncer de colo uterino é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no
Brasil. A junção escamo-colunar e a zona de transformação concentram 90% das lesões pré-invasoras e invasoras cervicais. Objetivo:
Avaliar prevalência
de colpocitologias sem células da junção escamo-colunar e a viabilidade de busca ativa. Métodos:
Estudo transversal em hospital universitário entre 2017
e 2018. Calculada prevalência de citologias sem células da junção escamo-colunar. Obtida amostra por conveniência, calculada média de idade e relação
com a presença da junção escamo-colunar. Realizada busca ativa e colhidas citologias com preparo estrogênico, se indicado. Analisados os prontuários das
demais mulheres. Resultados:
A prevalência de ausência de células da junção escamo-colunar foi de 28,84%. A média de idade foi 53 anos, sem associação
com presença da junção escamo-colunar (p=0,409). Retornaram 76 mulheres e 36 (47,37%) usaram estrogênio. Não identificamos neoplasia intraepitelial
cervical graus 2 ou 3, carcinoma microinvasor e câncer. Analisados 134 prontuários, dos quais apenas 36 mulheres (26,87%) concluíram o rastreio.
Conclusões:
A presença de células da junção escamo-colunar indica qualidade da coleta, e o uso de estrogênio na pós-menopausa favorece sua obtenção.
Houve dificuldade de busca ativa. A repetição imediata da citologia deve ser considerada.