Medicina (Ribeirao Preto, Online); 57 (1), 2024
Publication year: 2024
Introduction:
Non-invasive ventilation is widely used in pediatric patients due to its effectiveness in treating respiratory failure; however, there is a high failure rate due to patient agitation. In this context, dexmedetomidine has been employed as a primary sedative agent or during the peri-extubation period.Objective:
To conduct a scoping review of observational studies in pediatric patients (0 to 18 years old) who underwent non-invasive mechanical ventilation with the use of dexmedetomidine.Methods:
Articles were retrieved from the databases PubMed/MedLine, EBSCO, EMBASE, Scielo, SCOPUS, Cochrane Library, Google Scholar, ScienceDirect, and journals available on the Portal de Periódicos of the Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (Capes). There was no limitation regarding the period or year of publication, in order to critically analyze the main elements related to the interaction between dexmedetomidine, the pediatric population, and the use of non-invasive mechanical ventilation.Results:
The use of dexmedetomidine in pediatric patients undergoing non-invasive ventilation was considered positive after extubation, as it does not cause ventilatory system depression and has shown significant efficacy in patients who experienced agitation during non-invasive ventilation. However, its use during non-invasive ventilation was associated with hemodynamic adverse effects, such as bradycardia and hypertension, in addition to withdrawal symptoms reported after drug discontinuation.Conclusion:
The results of observational studies indicated that dexmedetomidine had a positive impact on pediatric patients undergoing non-invasive ventilation after extubation, although adverse effects such as bradycardia and hypertension may occur (AU)
Introdução:
A ventilação não invasiva é amplamente utilizada em pacientes pediátricos por ser eficaz no tratamento da insuficiência respiratória; entretanto, há uma alta taxa de falha devido à inquietação dos pacientes. Diante disso, a dexmedetomidina tem sido empregada como agente sedativo principal ou durante o período peri-extubação.Objetivo:
Realizar uma revisão de escopo de estudos observacionais em pacientes pediátricos (0 a 18 anos) submetidos à ventilação mecânica não invasiva com o uso de dexmedetomidina.Métodos:
Foram levantados artigos publicados nas bases de dados PubMed/MedLine, EBSCO, EMBASE, Scielo, SCOPUS, Cochrane Library, Google Acadêmico, ScienceDirect e em revistas disponibilizadas no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Não houve limitação quanto ao período ou ano de publicação, a fim de analisar criticamente os principais elementos relacionados à interação entre a dexmedetomidina, a população pediátrica e o uso de ventilação mecânica não invasiva.Resultados:
O uso de dexmedetomidina em pacientes pediátricos submetidos à ventilação não invasiva foi considerado positivo após a extubação, por não causar depressão do sistema ventilatório e por demonstrar eficácia significativa em pacientes que apresentaram agitação durante a ventilação não invasiva. No entanto, seu uso durante a ventilação não invasiva foi associado a efeitos adversos hemodinâmicos, como bradicardia e hipertensão, além de sinais de abstinência relatados após a retirada da droga.Conclusão:
Os resultados dos estudos observacionais indicaram que a dexmedetomidina teve um impacto positivo em pacientes pediátricos submetidos à ventilação não invasiva após a extubação, embora possam ocorrer efeitos adversos, como bradicardia e hipertensão (AU)