Rev. Bras. Cancerol. (Online); 70 (4), 2024
Publication year: 2024
Introdução:
O trabalho nos hospitais de oncologia é marcado por distintas exigências profissionais que abrangem aspectos burocráticos, clínico-assistenciais e técnico-pedagógicos, o que muitas vezes causa impactos na saúde física e mental dos trabalhadores. Objetivo:
Conhecer os sentimentos e as vivências dos trabalhadores das unidades de oncologia em relação ao sofrimento e prazer advindos do seu trabalho. Método:
Revisão sistemática de estudos qualitativos, realizada nas bases Scopus, PubMed, SciELOe Web of Science. Foram selecionados artigos originais realizados com médicos, equipes de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos e/ou fonoaudiólogos.Resultados:
Foram identificados 644 estudos e 39 compuseram a amostra final. Os resultados foram agrupados em duas categorias:
“Experiência de adoecimento dos profissionais”, e “Estratégias de enfrentamento”. Os achados apontam que o trabalho na assistência oncológica se mostra relacionado à experiência de adoecimento psicoemocional dos trabalhadores. As causas mais comuns de adoecimento foram o enfrentamento da morte e as questões referentes ao preparo técnico para o trabalho na área. As estratégias de enfrentamento encontradas consistiram no distanciamento emocional dos pacientes, na busca de apoio institucional e da equipe, e na realização de atividades corporais associadas ao lazer ocupacional. Conclusão:
A experiência de trabalho na oncologia se apresenta como campo desafiador à manutenção do processo formativo tecnicista.
Introduction:
Work in oncology hospitals is characterized by distinct professional demands that encompass bureaucratic, clinical-care, and technical-pedagogical aspects, which often impact the physical and mental health of the workers. Objective:
Understand the feelings and experiences of workers in oncology units regarding the suffering and pleasure derived from their work. Method:
Systematic review of qualitative studies conducted on the Scopus, PubMed, SciELO, and Web of Science databases. Original articles involving doctors, nursing teams, psychologists, social workers, nutritionists, physiotherapists, pharmacists, and/or speech therapists were selected. Results:
A total of 644 studies were identified, and 39 were included in the final sample. The results were grouped into two categories:
“Professional experience of illness” and “Coping strategies”. Findings indicate that working in oncology care is related to the psycho-emotional illness experience of the workers. The most common cause of illness was dealing with death and issues related to technical preparation for work in the field. Coping strategies included emotional distancing from patients, seeking institutional and team support, and engaging in physical activities associated with occupational leisure. Conclusion:
The experience of working in oncology poses challenges to maintaining a technical training process.
Introducción:
El trabajo en hospitales de oncología está marcado por distintas exigencias profesionales que abarcan aspectos burocráticos, clínico-asistenciales y técnico-pedagógicos, lo que a menudo causa impactos en la salud física y mental de los trabajadores. Objetivo:
Conocer los sentimientos y experiencias de los trabajadores de las unidades de oncología en relación con el sufrimiento y el placer derivados de su trabajo. Método:
Revisión sistemática de estudios cualitativos, realizada en las bases de datos Scopus, PubMed, SciELO y Web of Science. Se seleccionaron artículos originales realizados con médicos, equipos de enfermería, psicólogos, asistentes sociales, nutricionistas, fisioterapeutas, farmacéuticos y/o fonoaudiólogos. Resultados:
Se identificaron 644 estudios y 39 compusieron la muestra final. Los resultados se agruparon en dos categorías:
“Experiencia de enfermedad de los profesionales” y “Estrategias de afrontamiento”. Los hallazgos indican que el trabajo en la asistencia oncológica está relacionado con la experiencia de enfermedad psicoemocional de los trabajadores. Las causas más comunes de enfermedad fueron el enfrentamiento de la muerte y las cuestiones relacionadas con la preparación técnica para trabajar en el área. Las estrategias de afrontamiento encontradas fueron el distanciamiento emocional de los pacientes, la búsqueda de apoyo institucional y del equipo, y la realización de actividades corporales asociadas al ocio ocupacional. Conclusión:
La experiencia de trabajo en oncología se presenta como un campo desafiante para el mantenimiento del proceso formativo tecnicista.