Possibilidades e Impasses de uma Conversação em uma Instituição Prisional: Um Relato de Experiência
Possibilities and Impasses of a Conversation in a Prison Institution: An Experience Report
Posibilidades e Impases de una Conversación en una Institución Penitenciaria: Un Informe de una Experiencia
Estud. Pesqui. Psicol. (Online); 24 (), 2024
Publication year: 2024
O artigo visa discorrer sobre as possibilidades e os impasses em relação à escuta psicanalítica coletivizada, viabilizada pela Conversação na experiência do projeto de extensão em uma unidade prisional muito específica: uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Minas Gerais. Essa instituição é uma entidade civil de direito privado, que auxilia o sistema judiciário na execução das penas por meio de métodos alternativos aos do regime penal comum. Discute-se a Conversação a partir das ideias de associação livre coletivizada, aposta na palavra, busca por um ponto de real do sujeito, diferença de uma simples conversa e manejo transferencial que se faz dela. Tais pontos são dialogados com exemplos da prática do projeto dentro da instituição apaqueana. Parte-se da aposta da escuta coletivizada como possibilidade de se ouvir mal-estar e de se construir um trabalho em torno dele para além da repetição sintomática, possibilitando avanços não apenas para cada sujeito institucionalizado, mas também para a instituição.
The article aims to discuss the possibilities and impasses in relation to collectivized psychoanalytic listening, made possible by Conversation in the experience of the extension project in a very specific prison unit: an Association for the Protection and Assistance of Convicts (APAC) in Minas Gerais. This institution is a civil entity under private law that assists the judicial system in the execution of sentences through alternative methods to those of the common penal regime. The Conversation is discussed based on the ideas of collectivized free association, betting on the word, the search for a point of reality for the subject, the difference between a simple conversation and the transferential handling of it. These points are dialogued with examples of the project's practice within the APAC institution. We start from the idea of collectivized listening as a possibility of hearing the malaise and building a work around it that goes beyond symptomatic repetition, enabling progress not only for each institutionalized subject, but also for the institution.
El artículo pretende discutir las posibilidades e impases en relación a la escucha psicoanalítica colectivizada, posibilitada por la Conversación en la experiencia del proyecto de extensión en una unidad carcelaria muy específica: una Asociación de Protección y Asistencia a los Condenados (APAC) en Minas Gerais. Esta institución es una entidad civil de derecho privado que auxilia al sistema judicial en la ejecución de las penas a través de métodos alternativos a los del régimen penal ordinario. La Conversación se discute a partir de las ideas de la libre asociación colectivizada, la apuesta por la palabra, la búsqueda de un punto de realidad para el sujeto, la diferencia entre una simple conversación y el manejo transferencial de la misma. Estos puntos dialogan con ejemplos de la práctica del proyecto en la institución APAC. El punto de partida es la escucha colectivizada como forma de escuchar el malestar y construir en torno a él un trabajo que vaya más allá de la repetición sintomática, permitiendo el progreso no sólo de cada sujeto institucionalizado, sino también de la institución.