Terapia familiar como um espaço de ressignificação das relações
Family therapy as a redefinition of space relations

Pensando fam; 21 (1), 2017
Publication year: 2017

Pretende-se, neste artigo, destacar as possibilidades de diálogos ente duas teorias, contribuindo assim para a prática clínica. Abordaremos o socioconstrucionismo e as afinidades com a teoria da aprendizagem na perspectiva da autoria do pensamento. Entendendo o socioconstrucionismo como uma abordagem teórico-clínica que enfatiza os processos relacionais e estimula as pessoas a serem capazes de construír a si mesmas e o mundo em que vivem, entendendo a aprendizagem como processo de produção de sentido onde o sujeito é protagonista e tem papel ativo, podemos pensar a terapia familiar como um espaço de aprendizagem e ressignificação das relações. O terapeuta pode operar na terapia, tal qual o ensinante opera na relação de aprendizagem: sendo um facilitador das competências. Além disso, o processo terapêutico pode se configurar numa troca onde família e terapeuta se enriquecem. Tanto o ensinante quanto o terapeuta, nestas abordagens, precisam reconhecer a legitimidade do outro e possibilitar a autoria. Dessa forma, a terapia torna-se uma construção conjunta e não um processo linear onde o terapeuta detém o conhecimento e vai transmitir à família. Nesta perspectiva, o terapeuta precisa estar sempre curioso e assumir uma postura de questionamento e reflexão a respeito do que está estabelecido, abrindo assim, espaço para o novo e para a criação.(AU)
It is intended in this article highlight the possibilities of dialogues between two theories, thus contributing to the clinical practice. We discuss the social constructionism and the affinities with learning theory in view of the authorship of thought. Understanding social constructionism as a clinical theoretical approach that emphasizes the relational processes and encourages people to be able to build themselves and the world they live in; understanding learning as meaning production process where the subject is the protagonist and has active role, we may think family therapy as a space for learning and redefinition of relations. The therapist can operate in therapy, like the teaching being active in learning relationship: being a facilitator skills. Moreover, the therapeutic process may be set on an exchange where family and enrich therapist. Both the teaching being as the therapist, these approaches must recognize the legitimacy of the other and enable the authorship. Thus, the therapy becomes a joint construction and not a linear process where the therapist has the knowledge and will convey to the family. In this perspective, the therapist must always be curious and take a questioning attitude and reflection as to what is established, thus opening space for the new and create.(AU)

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