Efeito da infecção experimental por Aggregatibacter actinomycetemcomitans e Streptococcus gordonii sobre a expressão de genes associados à barreira intestinal e inflamação, níveis séricos de LPS e reabsorção do osso alveolar em modelo murino
Association of Aggregatibacter actinomycetemcomitans and Streptococcus gordonii for induction of experimental periodontitis in mice
Publication year: 2024
Theses and dissertations in Portugués presented to the Universidade de São Paulo. Faculdade de Odontologia to obtain the academic title of Mestre. Leader: Saraiva, Luciana
Periodontite é uma doença inflamatória, induzida por uma microbiota disbiótica, que tem sido associada a uma série de condiçoes sistêmicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. Aggregatibacter actinomycetemcomitans é o patógeno mais associado à previamente chamada periodontite agressiva, hoje denominada periodontite padrão incisivo-molar. Apesar do conhecimento sobre vários de seus fatores de virulência relacionados à colonização da cavidade oral e a evasão das defesas do hospedeiro, os efeitos da infecção oral por A. actinomycetemcomitans e suas repercussões sistêmicas ainda são pouco compreendidos. Existem evidências de que a periodontite é caracterizada não apenas pela disbiose da microbiota oralmas também do intestino. No entanto, o impacto da infecção por A.actinomycetemcomitans sobre a microbiota residente do intestino e sobre a integridade da barreira intestinal ainda não foi investigado. Estudos in vitro e dados obtidos em humanos sugerem que a associação de A.actinomycetemcomitans (Aa) com Streptococcus gordonii (Sg) apresenta efeito sinérgico na indução da perda óssea alveolar. Assim, esta proposta visou avaliar o efeito da administração oral de um consórcio microbiano formado por A. actinomycetemcomitans e S. gordonii na indução de perda óssea alveolar em modelo murino e suas repercussões sobre o intestino, avaliando a microbiota intestinal, a expressão de genes associados à barreira intestinal e ao perfil inflamatório e os níveis séricos de LPS. Camundongos C57/Bl6 foram alocados em 4 grupos: controle negativo não infectado (SHAM), infectado com S. gordonii LD1(Sg), infectado com A. actinomycetemcomitans JP2 (Aa) e infectado com ambos os organismos (Sg+Aa). De acordo com o grupo experimental, os animais receberam inoculação oral de Sg e/ou Aa (1x108UFC/dose) 3 vezes por semana, e injeção no palato de Aa (1x107UFC) semanalmente, por 4 semanas. Controles recebendo somente os veículos das bactérias foram empregados. Após 30 dias, os animais foram sacrificados, e determinada a colonização oral e do intestino por A. actinomycetemcomitans e a razão Firmicutes/Bacterioidetes por qPCR; a perda óssea alveolar, por microCT; a expressão de genes associados à inflamação e à permeabilidade do epitélio no intestino por RT-qPCR; e os níveis séricos de LPS pelo ensaio de Limulus.