Violência Obstétrica e Psicologia Hospitalar: Uma revisão narrativa
Obstetric Violence and Hospital Psychology: A narrative review

Publication year: 2024

O presente artigo trata-se de uma revisão narrativa da literatura acerca da violência obstétrica. Foram consultados 21 artigos reunidos dos bancos de dados da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e da Scientific Electronic Library (Scielo), publicados entre 2015 e 2021. Os estudos demonstram que a violência obstétrica sofrida pelas mulheres é marcada pelo desrespeito, negligência e omissão de informações, em razão da falta de protagonismo no pré e pós-parto. Diante disso, é imprescindível garantir o respeito a sua saúde sexual e reprodutiva com o processo de humanização, que pretende reforçar o direito à atenção integral à saúde. A partir da compreensão do fenômeno da violência obstétrica, essa pesquisa discute as possibilidades de atuação do psicólogo hospitalar em seu enfrentamento desta problemática. Constatou-se a associação da violência obstétrica à hierarquia na relação médico-paciente e às condições estruturais da instituição, o que favorece a manutenção do adoecimento psíquico das parturientes. Frente ao quadro, a atuação do psicólogo hospitalar envolve acolher o sofrimento decorrente da violência, promover grupos para reflexão e troca de experiências, além de sensibilizar outros profissionais. Dessa forma, o trabalho do psicólogo, por meio da escuta qualificada, pode contribuir para a elaboração simbólica e ressignificação subjetiva dessas mulheres. (AU)
The present article is a narrative review of the literature on obstetric violence. In this research, 21 articles retrieved from the databases of the Virtual Health Library and the Scientific Electronic Library, published between 2015 and 2021, were consulted. The studies demonstrate that obstetric violence experienced by women is characterized by disrespect, negligence, and withholding of information, due to a lack of agency in prenatal and postnatal care. In light of this, it is essential to ensure respect for their sexual and reproductive health through the humanization process, which aims to reinforce the right to comprehensive health care. Understanding the phenomenon of obstetric violence, this research aims to discuss the possibilities for the role of the hospital psychologist in addressing this issue. It was found that obstetric violence is associated with the hierarchy in the doctor-patient relationship and the structural conditions of the institution, which perpetuates the psychological distress of pregnant women. In response to this situation, the work of the hospital psychologist involves to welcome the suffering resulting from violence, facilitating reflection groups and exchanging experience, in addition to sensitize other professionals. In this way, the work of the psychologist, through active listening, can promote the symbolic elaboration and the process of subjective re-signification for t hese women. (AU)

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